" Mesmo cercado pelo sal da vida, ainda consigo sentir o doce gosto de se apaixonar por alguém. Viver é assim, um chocolate amargo. Um rio sobre o oceano."
Felicidade Hipertrófica
Reviver.
“Reviver, é saber voltar. É dar as mãos novas linhas pra seguir.”
Basicamente fizemos da vida um resumo de tudo. Nunca vivemos ao extremo, nunca tentamos torna-la o “último dia de nossas vidas”, apenas nos acomodamos no cobertor nas noites de outono, nos filmes em preto e branco e nos cafés na cama.
Mantivemos intactos em nossos corações um passado tão distante. Mencionamos ao mundo o que nosso amor era, deixamos escritos na areia o meu e o seu nome. Mas tudo na vida é incoerente, é impaciente, é agressivo. Os nomes na areia foram afogados e o mundo nunca deu ouvidos às nossas menções.
Então, como todos os jovens amantes, nos deixamos levar pela correnteza da juventude e assumimos que o nosso grande amor, Tinha fim.
Foi bom, devemos assumir. Nunca sentiremos algo tão intenso e tão importante quanto aquilo. Nunca viveremos a vida como um flash back e o tempo, não será mais tão generoso quanto antes... Agora ele passará normalmente e não poderemos nem contar os minutos. A vida será extrema e sempre viveremos o medo de ser o “último dia de nossas vidas”. Irônico isso, como pode depois do amor tudo voltar ao normal!?
Não podemos dizer que amar é sofrer, pois nosso amor nos deu tudo. Agora sofremos pela sua ausência, pelo espaço que ficou e guardar as lembranças, foi o que restou.
E assim, tudo, é uma questão de escolha. Escolhemos sofrer agora por não saber amar antes.
Derrete

"Vale a pena viver hoje, como o Último dia? Mesmo que a verdade maldita seja dita!"
Me fala a verdade.
Me diz o que quer,
me completa com suas palavras,
me desfaz como puder.
Polariza em mim suas fases
deita em mim teus pensamentos,
derrete sobre meus olhos sua alegria.
Me joga leve pelo vento.
Para...e pensa em mim,
mesmo que seja assim.
Sem amor,
sem carinho,
com pudor e medo de ficar sozinho.
É mais uma parte, carinho
é apenas um passo, amor
é uma roda, destino
é um momento, fulgor.
Completos e incompletos.
somos eu e você,
loucos por corações partidos
e por amores que não querem morrer.
TE AMO, TE AMO, TE AMO.
De todas as formas
sem formas
sem cor,
nas verdades perditas
malditas e ditas por você amor.
Desabando.

"Faz parte da minha vida, esquecer quem sou.
Me perder um pouco,
nessa sua linda tentação."
Hoje sinto muito mais que ontem, mas o pior de tudo é ter a certeza de que amanhâ, não sentirei mais nada.
Fazer o que? -Viver é construir um volúvel risco sentimental. É destroçar partes agregadas e colar partes separadas dos meus simples vícios e de suas mais estruturadas desculpas.
Sejamos sinceros?! Não sou eu que quer mudar, mas é você que está perdido em mim!
P.S. -Não entendeu? Então o recado é pra outra pessoa!
Pretendo.
Essa noite eu pretendo,
essa noite vou gritar.
Quebrar palavras e promessas perdidas,
morrer e matar.
Nessa noite de desespero e pura solidão
retiro minhas conjecturas,
aperto e cubro o coração.
Nada sincero e
nada moral.
Filho de Adão e Eva,
construindo um pecado mortal.
Não quero ser julgado
nem criar novas variações.
Não quero ditar regras
nem criar retóricos corações.
Estou sendo apenas eu,
um cara pacato e normal,
que fala muito e sente muito,
que ainda não sabe o que é amar
nem ouviu falar em algo igual.
Dor de amor resolveu ficar.
Já faz tempo que eu percebi, não há espaço para o amor. Vivemos sempre falando o quanto amamos as pessoas e os amigos, mas será que isso é realmente amor?
Acredito que me questiono sobre isso todas as noites antes de dormir, quando imagino seus olhos tristes e covardes, enquanto guardo em mim essa insegurança sobre amar.
Não sei mais se é tão divino ou se é obra do acaso, mas tudo o que não tem feito sentido virou o meu essencial, transformou-se em respostas pro decorrer da maldita e injusta vida. Perdi a conta dos amores não correspondidos, cansei de contar os números e as vezes em que bati em portas, em que voltei a pé pra dentro da minha única solidão.
Desisti de vez, se é certo ou errado se importar. Catei as palavras perdidas, que só por mim foram ditas e resolvi me largar. Não sei se acredito em amor ou se estou ainda esperando pelo verdadeiro.
Dividido ao meio ainda seguindo vou tentando me faltar, deixando pra trás essas minhas partes abstratas e a minha mania de sempre te olhar.
Ainda faz muito tempo e eu percebo, que eu sempre amo errado, que eu sempre deixo de pensar. Revogo a razão e sempre premedito o desejo, digo a mim mesmo o quanto vou sofrer sabendo o quanto sou surdo e o quanto quero sangrar.
Me torno merecedor da dúvida e da angústia que é sentir, sorrir e chorar. Incompleto vento eu ando sem direção derrubando minha própria existência, tentando me destruir e te criar. Não sou Deus, mas sei o quanto foi perfeito ao te formar. Queria eu ter esse poder, pra te fazer viver, dentro de mim ou em só um lugar:
-Ao meu lado.
Sonho idiota de um homem incoerente que ainda arrasta as correntes que o seu amor resolveu maltratar. Mas como toda presa me sinto bem nas mãos do predador, sinto o quão forte é a dor mesmo morrendo querendo ficar.
Paixão Diária.
Paixão diária que vem com a chuva, nada mais pode me dizer. Cortei os meios sobre as curvas, perdi o rastro, me separei.
Foi tudo parte de um sonho, de uma louca perdição, mandando mais em mim que o de costume, me retorcendo o coração. Agora, meu amigo, paixão diária é o seu fim ou termina aqui e agora ou morre rápido dentro de mim. Faça justiça ao seu nome, não perca tempo, não me distraia, permita que os pontos em nossa vida dêem um fim a nossa história.
Dita essas últimas palavras, paro assim de lhe dizer. Que te amei com perda e vitória e nada mais posso fazer. Mas tudo que vai volta, é a vida, o destino enfim. Cada um com sua memória, mas paixão, não posso mais lhe dar glória. Memória é morte dentro de mim.
Noite fria, belas palavras.

É nessa noite,
eu e você.
Nos becos escuros,
nas garrafas vazias,
nos cantos úmidos,
nas paredes gélidas e sofridas.
Suas mãos,
minhas bocas
suas palavras,
poucas roupas.
Sem muito interesse,
nessa nossa inocência.
Escondendo a polêmica,
refazendo a decadência.
Levando à imaginação,
toda decência,
modificando o possível
da nossa aparência.
É pra você ou é pra mim?
Vamos fazer assim
Ou vai deixar o resto pra mim?
-Na verdade, eu sei o que fazer.
Apago as palavras até o sol nascer.
Estou pensando em mudar de Sistema.

Meus dias aqui na Terra não tem dado mais resultados,
meus caminhos já sumiram e meus passos estão pesados.
Preciso de uma outra gravidade,
um espaço menos lunar
sem frio e com neve,
sem medo de onde devo nadar.
Muitas cores em formatos,
nos seus olhos redondos refletidos em meus espelhos quadrados,
na minha maneira de permitir,
no seu jeito de perdoar,
dando razão para os nossos sentidos
dando tato ao nosso olhar.
Estive pensando em outro sistema,
mas me parece tão distante...
-pensando bem, com você, é num instante!
Basta uma noite,
e nós vamos pra lá.
Você me abraça forte
e me soluciona a voar.
Vamos ter todo um planeta pra fazer viver,
sem muita gente, só eu e você.
O nosso jardim do Éden,
com a nossa maneira de agir, de amar,
sem essas limitações humanas,
sem as velhas barreiras
sem o Sistema solar.
Para os tímidos eis um objeto.
Sabe quando você acorda com aquela sensação de que vai ser tudo diferente?
-Acordei assim hoje.
Tive a ligeira impressão de que algo novo aconteceria, que meu destino, minha trilha, meu caminho mudariam para sempre. Passei toda manhã tentando lembrar de algum sonho que talvez tivesse me levado a esse estado de ansiedade.
Me arrumei, sai e quem poderia dizer que realmente, tudo viria a mudar, que eu veria pela primeira vez aquilo que já a algum tempo tem estado em minha frente?
Acredito que tenha sido o frio, a chuva, o céu cinza escuro que se ofuscava no azul daqueles olhos, na clareza daquela pele, nos lábios delicados e dentre os cabelos adormecidos. Provavelmente era magia, algo que roubava de mim a razão e o sentido.
Aquele objeto parecia a mim se atrair e sempre que se aproximava a minha timidez se fazia o artista principal da minha vida.
-Ah...me faltaram palavras.
Deixei escapar as chances de dizer “oi”, de quem sabe descobrir se aquilo tinha nome. Eu poderia ter escapado de uma peça idiota e ter me atirado num filme de oportuno e provável romance, mas eu me mantia preso na finura dos lábios e nas estrelas que caíram sobre o dorso da pele.
O momento certo já havia passado, eu já me distanciava e no último momento eu virei meus olhos pra trás e pude por um segundo notar que aquilo não era só o meu objeto, eu também era o objeto de alguém.
A vida de quem aprende a jogar.
Existem tantas pessoas no mundo, todas procurando uma razão ou motivação. Todas tentando mudar, serem aceitas, se encaixarem em um quebra-cabeças torto e incerto.
As pessoas se perdem mesmo que seja pra seguir um único pensamento, uma única razão deixando para trás nada além de si próprias e do que elas um dia acreditaram que seriam, mas existe muito mais além dessa fronteira, desse parâmetro torto que o destino cria como barreira, tentando estimular os poucos a derrubarem muros e portas invisíveis.
