A cor da chama.

Acordei cinza, parecia chover. A cidade estava calada e o vento queria morrer.
Era tudo uma angústia, parte da minha solidão... era tudo infinito e desejo
em meu coração. Não era mais a vida, era apenas um sopro. Não era mais
minha escrita, era o meu eu morto.

Fui trabalhar estava tudo amarelo, não tinha mais chuva, mas o sol era discreto.
Não, eu não iria sorrir, era tudo fingimento, era parte do pressentimento que
Antes não pude sentir.

Sinceramente não me arrependo, vou dormir azul (a cor do meu lamento).
Posso até mentir, querendo vermelho, mas sinto falta do velho preto.
Não sei mais qual é a minha cor, minha aura é inquieta, vagando sem amor.
Talvez seja isso que esteja faltando para fixar uma cor em mim, amar e ser amado,
esperar incerto e ser esperado.

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